Por Marc Tawil - Top Voices LikedIn
Outro dia, em uma palestra sobre educação realizada na escola da minha filha, um psicólogo disse algo interessante: “Somente seus pais vão te reconhecer pelo seu esforço”. Aquilo me intrigou. Será que só teremos esse diagnóstico no campo afetivo? E nas empresas onde passamos mais da metade do nosso dia, como fica o nosso empenho?
A resposta é... não fica. Esforçar-se é uma parte do caminho. Um componente importante da trajetória para o sucesso, mas ainda sim um componente.
O que nos torna necessários no mundo corporativo chama-se resultado. Foi assim quando estive do outro lado da mesa, como colaborador dos jornais e emissoras de rádio pelos quais passei, e tem sido assim ao gerir a minha própria agência. Não somos contratados porque somos dedicados, mas porque performamos.
Lembro-me com pouca saudade das muitas vezes, muitas mesmo, em que me sacrifiquei com noites, sábados e domingos perdidos para relatórios, análises e pesquisas consideradas furadas pela chefia.
Dos plantões que me tiraram o convívio com amigos e familiares e das pressões que me tiraram o sono. Se foi em vão? Claro que não. Mas me saí melhor, e empregando um décimo do esforço, ao cravar reportagens, sugestões de pauta e entrevistas consideradas produtivas para os veículos. Melhor dizendo, quando gerei resultado para o negócio.
Rogério Ceni
Em fevereiro último, escrevi nesse mesmo Linkedin o artigo “A gestão empresarial precisa estudar Rogério Ceni”. Naquela ocasião, meses atrás, falei do quão única era a carreira do funcionário do São Paulo desde 1990, saído do distante Mato Grosso, e que aos 43 anos (27 anos na mesma empresa) agregava desempenho (1.238 jogos), inovação (132 gols), liderança (888 jogos como capitão), busca contínua pela eficiência, tomada de risco (comissão técnica) e alta performance (27 taças nacionais e internacionais na carreira e o Pentacampeonato do Mundo pela Seleção Brasileira, em 2002).
Passados esses meses, eu sigo vendo Rogério Ceni – a quem não chamo de mito, apesar do meu coração tricolor – como um case na gestão. Principalmente agora, que desceu do céu ao inferno em poucas semanas.
Analisando sua demissão do comando do São Paulo, volto ao psicólogo da escola da minha filha: “Somente seus pais vão te reconhecer pelo seu esforço”.
E, em Rogério Ceni, temos o grande exemplo: certamente será perdoado pela torcida, mas pela empresa São Paulo Futebol Clube não o foi. A camisa número 1 que tanto o dignificou não teve peso ante empates, derrotas e a zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro (as quatro últimas colocações da tabela).
Os 20 anos de esforços sob a trave ficaram na lembrança. Prevaleceram os maus resultados.
A resposta é... não fica. Esforçar-se é uma parte do caminho. Um componente importante da trajetória para o sucesso, mas ainda sim um componente.
O que nos torna necessários no mundo corporativo chama-se resultado. Foi assim quando estive do outro lado da mesa, como colaborador dos jornais e emissoras de rádio pelos quais passei, e tem sido assim ao gerir a minha própria agência. Não somos contratados porque somos dedicados, mas porque performamos.
Lembro-me com pouca saudade das muitas vezes, muitas mesmo, em que me sacrifiquei com noites, sábados e domingos perdidos para relatórios, análises e pesquisas consideradas furadas pela chefia.
Dos plantões que me tiraram o convívio com amigos e familiares e das pressões que me tiraram o sono. Se foi em vão? Claro que não. Mas me saí melhor, e empregando um décimo do esforço, ao cravar reportagens, sugestões de pauta e entrevistas consideradas produtivas para os veículos. Melhor dizendo, quando gerei resultado para o negócio.
Rogério Ceni
Em fevereiro último, escrevi nesse mesmo Linkedin o artigo “A gestão empresarial precisa estudar Rogério Ceni”. Naquela ocasião, meses atrás, falei do quão única era a carreira do funcionário do São Paulo desde 1990, saído do distante Mato Grosso, e que aos 43 anos (27 anos na mesma empresa) agregava desempenho (1.238 jogos), inovação (132 gols), liderança (888 jogos como capitão), busca contínua pela eficiência, tomada de risco (comissão técnica) e alta performance (27 taças nacionais e internacionais na carreira e o Pentacampeonato do Mundo pela Seleção Brasileira, em 2002).
Passados esses meses, eu sigo vendo Rogério Ceni – a quem não chamo de mito, apesar do meu coração tricolor – como um case na gestão. Principalmente agora, que desceu do céu ao inferno em poucas semanas.
Analisando sua demissão do comando do São Paulo, volto ao psicólogo da escola da minha filha: “Somente seus pais vão te reconhecer pelo seu esforço”.
E, em Rogério Ceni, temos o grande exemplo: certamente será perdoado pela torcida, mas pela empresa São Paulo Futebol Clube não o foi. A camisa número 1 que tanto o dignificou não teve peso ante empates, derrotas e a zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro (as quatro últimas colocações da tabela).
Os 20 anos de esforços sob a trave ficaram na lembrança. Prevaleceram os maus resultados.

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